segunda-feira, 10 de novembro de 2008

1 - Unplugging

- Você é tão ingênuo quanto seu tio. Vai acabar igual a ele, é continuar assim e comprovar! - disse já retomando o tom, concluindo. - Você não desiste de me comparar aos outros e os outros aos outros, como se todos e todas as ocasiões fossem iguais, e você dona da verdade! Você sintetiza demais a vida, não falta muito para que concretize-se como mais uma reprimida e infeliz que não soma nem adiciona à humanidade e, quem dirá, a si mesma! Isto sim, é que é esperar e comprovar! - replicou. Olhou para ela apenas para constatar a sua reação final, e deu lhe as costas. - Vai fazer o que? Ir embora, é? Pensa que consegue se sustentar? Não dou dois dias para que você volte para casa rediminto-se e implorando por comida e abrigo! - berrou ela, enquanto ele tirava comida dos armários e da geladeira e metia na mochila. Ao chegar à porta, abriu-a, parou, disse - Que seja! - e partiu.

Um comentário:

Ana Laura disse...

totalmente imprevisível de sua parte! jamais pensei que você seria escritor!