quinta-feira, 27 de novembro de 2008

5 - Unanesthetizing

...as cores, os sons, os sabores, os cheiros, o tato, o carbono e seus não-metais.

- Cadê a Vera? Hahaha, cadê? - disse a morena, tropeçando no meio fio. - Hahahaha, quem é Vera? - disse ele. - Haha, como asim? - indagou ela, aproximando-se de um gramado diante uma casa. - Ha, vamos nos sentar aqui um pouquinho, ouviu? - mandou ela, assim que se soltou no gramado fofo e molhado. Ficaram os dois deitados ali por alguns minutos em silêncio. - Nem sei como você se chama, haha! - disse ele. - Verdade! Eu me chamo Amanda e a minha amiga se chama... VERA! Cara, hahaha, cadê a Vera? Ela não pode ter sumido, meu! - gritou ela, levantando-se. Amanhecia. - Você lembra de tudo? - continuou ela. - Lembro do quê? - disse ele. - Ha, você é bem fraquinho, heim amigo! - debochou ela. Foram andando um ao lado do outro ao longo calçada, a esmo. Estavam molhados e com muito frio, porém quase insensíveis a estes. - Minha mochila! O que aconteceu com a minha mochila? - berrou ele. Sentiu uma profunda vontade de chorar, porém riu. Não conseguia parar de rir. - O que eu usei? - perguntou. - Como vou lembrar? Tô preucupada com a Vera... - disse Amanda. - Eu nem sei quem é Vera! Eu não podia ter perdido minha mochila, como vou me virar sem ela? - disse. - Procura, ué! Vai cuidar da sua mochila que eu vou procurar minha amiga! - ela respondeu e atravesou a rua. - Amanda! Não dá pra eu ficar sozinho agora, poxa vida! - ele gritou. Sua barriga doía demais. Mirou o chão. Não conseguia se concentrar em nada senão nas pontas de seus pés que entravam e saíam de foco.